Acocorado solitário
encontra-se você
nobre e
triste como forte guindaste
assegurando à vida,
assim a natureza
espiritual
lhe fez parte dessa proeza
querida. Porém,
veja-se pela santa fé.
Um santo
abandonado em si mesmo,
um solitário,
retardatário do sistema.
Tem de ser
diferente de muita gente.
Você é poeta, mesmo
que não queira.
Escrevendo
àquele de coração aflito,
concebe-se o
amorável ensinamento
com qual se
cala a voz do aflito grito.
Profunda fala
que cala a fala inaudita
editada ao evento dum
furioso vento.
a qual não sendo
ouvida explodirá
ao estampido
de perdida bala
ao contraponto do
lamento.
Eis o livro
consagrado,
há muito tempo,
ensinado
ao
desorientado.
Desde o relento,
de
ensinamento
ao
templo-crente
que se foi firmando
ao tempo
- quente.
Por todos os
lados
logo:
adjacentes.
Isto que se
fala
não é de fato
consumado?
Atualidade
depara-se
com
a virtualidade
de veraz realidade.
Deveras, sem a
escrita
nada
seria completo,
tudo estaria secreto,
fadado ao
nada
do decrépito
momento.
Muitas vezes
macambúzio
procura-se no livro
refúgio
do alívio. Como o
búzio
e o marujo confuso,
marejam no mar
de natural santidade,
enquanto, o ladino da
cidade
ao recorrer pelo
decorrer do ocorrer
da facilidade de seu
destino.
Assim
sendo, um dia
a morte há de viver
no seu dia a dia
matando
a própria
melancolia,
quiçá, suicidando-se
também.
Nada quero que morra,
porém,
a morte o que é que
tem;
eu a mataria e seria
santo criminoso
também...
Amem o
amém.
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