terça-feira, 7 de abril de 2015



Acocorado solitário encontra-se você
nobre  e  triste  como forte guindaste
assegurando à vida, assim a natureza
espiritual  lhe  fez parte  dessa proeza
querida. Porém, veja-se pela santa fé.
Um santo abandonado  em si mesmo,
um solitário,  retardatário do sistema.
Tem  de ser diferente  de muita gente.
Você é poeta, mesmo que não queira.
Escrevendo àquele  de  coração aflito,
concebe-se  o amorável  ensinamento
com  qual se cala a voz do aflito  grito.
Profunda  fala  que cala a fala inaudita
editada ao evento dum furioso vento.
a qual não sendo  ouvida explodirá
ao estampido  de  perdida bala
ao contraponto do lamento.
Eis o livro consagrado,
há muito tempo,
ensinado
ao
desorientado.
Desde o relento,
de   ensinamento
ao   templo-crente
que se foi firmando
ao   tempo - quente.
Por todos  os lados
logo:  adjacentes.
Isto  que se fala
não é de fato
consumado?
Atualidade
depara-se
com
a virtualidade
de veraz realidade.
Deveras, sem a escrita
nada  seria  completo,
tudo estaria secreto,
fadado  ao  nada
do  decrépito
momento.
Muitas vezes macambúzio
procura-se no livro refúgio
do alívio. Como o búzio
e o marujo confuso,
marejam no mar
de natural santidade,
enquanto, o ladino da cidade
ao recorrer pelo decorrer do ocorrer
da facilidade de seu destino.
Assim  sendo,  um dia
a morte há de viver
no seu dia a dia
matando
a própria
melancolia,
quiçá, suicidando-se também.
Nada quero que morra, porém,
a morte o que é que tem;
eu a mataria e seria
santo criminoso
também...

Amem o
amém.

Nenhum comentário:

Postar um comentário